Complicações no pós-parto podem colocar a saúde da mãe em risco. Entenda o que é a doença puerperal, como identificá-la e os cuidados essenciais para uma recuperação segura. Continue lendo e saiba como proteger quem você ama nesse momento delicado.
A chegada de um bebê costuma ser sinônimo de alegria, mas nem sempre o puerpério — o período que sucede o parto — é simples ou tranquilo. Muitas mulheres enfrentam complicações físicas e emocionais nesse momento tão delicado. A doença puerperal é uma dessas condições, que pode afetar diretamente a saúde da mãe logo após o nascimento do filho e exige atenção imediata.
De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), complicações puerperais estão entre as principais causas de mortalidade materna no mundo, especialmente nos países em desenvolvimento. No Brasil, estima-se que cerca de 60% das mortes maternas estão relacionadas a eventos que ocorrem no pós-parto. Infecções, hemorragias, transtornos psiquiátricos e tromboses estão entre as causas mais comuns.
Os primeiros sintomas podem surgir logo após o parto ou nos primeiros 42 dias do puerpério, atingindo mulheres de todas as idades. Contudo, aquelas que enfrentam partos de risco, cesáreas ou que possuem comorbidades estão mais propensas à condição. Os impactos afetam não apenas o corpo, mas também o bem-estar emocional da mãe, a criação do vínculo com o bebê e a dinâmica familiar como um todo.
Por que e como se manifesta?
A doença puerperal é um conjunto de complicações que podem ocorrer no período pós-parto e envolver diferentes sistemas do corpo. Ela pode se manifestar como infecções uterinas, infecção urinária, hemorragias, tromboembolismo, transtornos psicológicos (como a depressão pós-parto) e alterações hormonais.
Alguns fatores de risco para o desenvolvimento da doença incluem:
- Parto cesáreo;
- Trabalho de parto prolongado;
- Ruptura prematura das membranas;
- Higiene inadequada durante o parto;
- Anemia e baixa imunidade.
Os sintomas mais comuns são febre persistente, dor abdominal, sangramento excessivo, secreção vaginal com odor, inchaço nas pernas, fadiga extrema e sinais de tristeza profunda ou ansiedade intensa. O diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações graves, como sepse ou depressão severa.
Principais exames diagnósticos e de rotina
Após o nascimento do bebê, o foco geralmente se volta para os cuidados com o recém-nascido, mas é fundamental lembrar que a saúde da mãe também precisa de atenção especial. A doença puerperal engloba uma série de complicações que podem surgir durante o período pós-parto, colocando em risco o bem-estar físico e emocional da mulher. Infecções, febre persistente, dor intensa ou alterações no estado emocional não devem ser ignoradas.
O acompanhamento médico no pós-parto é fundamental para identificar e tratar a doença puerperal. Os exames mais indicados incluem:
- Exame clínico e anamnese: permite identificar sinais de infecção, hemorragia ou sofrimento emocional com base na avaliação do médico.
- Hemograma completo: avalia os níveis de glóbulos brancos, que indicam infecção, e a presença de anemia.
- Exame de urina tipo 1 e urocultura: detectam infecção urinária comum no pós-parto.
- Ultrassonografia pélvica: identifica restos placentários, hematomas ou outras alterações uterinas.
- Dosagem hormonal: avalia possíveis alterações hormonais ligadas à depressão ou disfunção ovariana.
- Avaliação psicológica: essencial para identificar quadros de depressão, ansiedade ou psicose puerperal.
- Exames de coagulação: ajudam a prevenir ou detectar tromboses, especialmente em pacientes com histórico ou sintomas compatíveis.
A doença puerperal pode trazer sérias consequências se não for identificada e tratada a tempo. Por isso, é fundamental que a mulher tenha acompanhamento médico durante todo o puerpério e fique atenta a qualquer sintoma que fuja do comum. Mesmo sinais leves, como febre baixa ou cansaço extremo, merecem atenção.
Cuidar da saúde física e emocional nesse período é um gesto de carinho com o próprio corpo. Ter uma rede de apoio, aceitar ajuda, descansar, se alimentar bem e manter o diálogo com quem está por perto são atitudes que fortalecem a mulher e ajudam na recuperação.
Mais do que um momento de recuperação, o pós-parto deve ser visto como um período de cuidado integral. Com informação, acolhimento e suporte, é possível passar por esse momento com mais segurança, fortalecendo não só a mãe, mas toda a família.
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