Mundialmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o câncer seja a principal causa de morte em pessoas com menos de 70 anos em mais de 100 países. Confira os principais exames para detecção e tratamento.
Você já parou para pensar em como o câncer, mesmo silencioso, pode se desenvolver no corpo sem apresentar sintomas claros nas fases iniciais? Muitas vezes, ele avança sem dar sinais evidentes, dificultando o diagnóstico precoce e, consequentemente, o tratamento eficaz. É por isso que exames como os marcadores tumorais têm ganhado destaque na rotina de prevenção e investigação médica. Eles atuam como sinais de alerta, capazes de indicar alterações suspeitas antes mesmo de o tumor se manifestar clinicamente.
Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deverá registrar cerca de 704 mil novos casos de câncer por ano entre 2023 e 2025. Mundialmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o câncer seja a principal causa de morte em pessoas com menos de 70 anos em mais de 100 países. Esses números alarmantes reforçam a importância da detecção precoce, que pode aumentar significativamente as chances de cura.
Os tumores costumam afetar principalmente pessoas acima dos 40 anos, embora também haja aumento preocupante entre adultos jovens. Quando o câncer é descoberto em estágio avançado, o tratamento se torna mais complexo e os impactos físicos, emocionais e financeiros se estendem não só ao paciente, mas também à sua família. A boa notícia é que, com acompanhamento regular e exames laboratoriais adequados, é possível agir antes que a doença se agrave.
Por que e como o câncer se manifesta?
O câncer é uma doença caracterizada pelo crescimento descontrolado de células anormais em qualquer parte do corpo. Esse crescimento pode ser provocado por fatores genéticos, ambientais, hormonais ou relacionados ao estilo de vida, como tabagismo, sedentarismo, alimentação inadequada e exposição a agentes químicos.
As células cancerígenas podem formar tumores sólidos ou circular pelo sangue, como no caso das leucemias. Em fases iniciais, os sintomas geralmente são ausentes ou inespecíficos, como cansaço, perda de peso ou alterações digestivas. Por isso, os exames laboratoriais são essenciais para identificar alterações bioquímicas que possam indicar o surgimento de um câncer.
Principais exames laboratoriais e marcadores tumorais
Os marcadores tumorais são substâncias produzidas por células cancerosas (ou por células normais em resposta à presença do tumor) que podem ser detectadas no sangue, urina ou outros líquidos corporais. A seguir, veja os principais exames laboratoriais utilizados na triagem e acompanhamento de diversos tipos de câncer:
1. PSA (Antígeno Prostático Específico)
O exame de PSA é usado para detectar câncer de próstata. É um exame de sangue que mede a quantidade de PSA no organismo. Níveis elevados podem indicar inflamações, aumento benigno da próstata ou presença de tumorhttps://blog.cdb.com.br/tudo-sobre/tumor/.
Indicado para homens a partir dos 50 anos (ou 45, em casos de histórico familiar).
2. CA 125
Marcador associado ao câncer de ovário, embora também possa se elevar em outras condições ginecológicas. É analisado por meio de exame de sangue e costuma ser solicitado quando há suspeita de tumores pélvicos.
O CA 125 é importante no monitoramento e resposta ao tratamento.
3. CA 15-3
Geralmente usado no acompanhamento do câncer de mama. Embora não seja específico para diagnóstico inicial, pode ajudar a avaliar a resposta ao tratamento e possíveis recidivas.
Já o CA 15-3 é muito necessário para pacientes já diagnosticadas.
4. CEA (Antígeno Carcinoembrionário)
O CEA está relacionado a vários tipos de câncer, principalmente cólon, reto, pulmão e pâncreas. Pode ser usado tanto no diagnóstico quanto no acompanhamento da evolução da doença.
Também pode estar elevado em fumantes ou doenças inflamatórias.
5. AFP (Alfa-fetoproteína)
O AFP é um marcador associado a tumores de fígado e testículo. Importante na triagem de pacientes com hepatite crônica ou cirrose, que são grupos de risco.
Elevada principalmente em carcinomas hepatocelulares.
6. Beta-HCG
O Beta- HCG é um exame muito comum em exames de gravidez, também é utilizado na detecção de tumores testiculares e trofoblásticos.
Importante para diagnóstico e controle do tratamento.
7. LDH (Desidrogenase Lática)
Enzima que pode estar elevada em diversos tipos de câncer e doenças hematológicas, como linfomas e leucemias.
O LDH funciona como marcador de atividade tumoral.
8. TGO, TGP, bilirrubinas e fosfatase alcalina
Os exames TGO e TGP são complementares que, embora não sejam marcadores específicos, ajudam a avaliar função hepática, metástases e comprometimento de órgãos. Essenciais na avaliação clínica geral do paciente oncológico.
Como podemos concluir, os marcadores tumorais não são exames de diagnóstico isolado, mas desempenham um papel fundamental na detecção precoce, no acompanhamento da resposta ao tratamento e na avaliação de recidivas. Com o avanço da medicina laboratorial, é possível identificar alterações antes mesmo que sintomas apareçam, o que proporciona mais chances de cura e melhor qualidade de vida.
Investir em exames periódicos, especialmente após os 40 anos, é uma atitude preventiva que pode salvar vidas. Homens e mulheres devem estar atentos a sinais do corpo e manter consultas médicas regulares. A superação do câncer começa com o diagnóstico precoce — e esse diagnóstico, muitas vezes, começa no laboratório.
Cuidar da saúde é um ato de amor próprio e de responsabilidade com quem está ao nosso redor. Falar sobre marcadores tumorais é contribuir para a conscientização e para o combate a uma das doenças mais desafiadoras da atualidade. Quanto mais informação, mais poder temos para agir.
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