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Conheça os principais exames para doenças reumáticas

Conheça os principais exames diagnósticos para doenças reumáticas
Neste artigo, você vai conhecer os principais exames diagnósticos utilizados para detectar doenças reumáticas, entender como funcionam e por que são importantes.

As doenças reumáticas afetam articulações, ossos e músculos, podendo comprometer órgãos internos. Descubra os exames laboratoriais e de imagem mais usados para diagnóstico precoce.

O diagnóstico precoce das doenças reumáticas é determinante para evitar complicações graves. Quando a condição é identificada logo no início, é possível adotar medidas eficazes como medicamentos específicos, fisioterapia e mudanças de estilo de vida, reduzindo o impacto dos sintomas, prevenindo deformidades e melhorando a qualidade de vida.

Por isso, é essencial estar atento a sinais como dor articular persistente, rigidez matinal, inchaço e fadiga inexplicável. Procurar um reumatologista diante desses sintomas é o primeiro passo para iniciar a investigação com os exames diagnósticos adequados. Quanto mais cedo a doença for identificada, maior a chance de controlar sua progressão e garantir bem-estar ao paciente.

O que são doenças reumáticas?

As doenças reumáticas englobam mais de 100 condições que afetam o sistema musculoesquelético e, em muitos casos, órgãos internos. Elas podem ser de origem inflamatória, autoimune ou degenerativa, sendo exemplos comuns a artrite reumatoide, o lúpus eritematoso sistêmico, a gota, a espondilite anquilosante e a osteoartrite.

Os sintomas mais frequentes incluem dor persistente nas articulações, rigidez matinal, fadiga, inchaço e limitação de movimentos. Como tais sinais também podem estar presentes em outras condições, o papel do reumatologista é fundamental para solicitar os exames diagnósticos adequados, identificar a doença corretamente e acompanhar sua evolução.

Exames laboratoriais: primeiras pistas para o diagnóstico

Os exames de sangue são geralmente a primeira etapa na investigação das doenças reumáticas. Eles ajudam a identificar inflamações, a presença de autoanticorpos e alterações no sistema imunológico. Exames como o hemograma completo podem indicar anemia, leucocitose ou trombocitose, alterações que costumam acompanhar processos inflamatórios crônicos.

Além disso, marcadores como VHS (Velocidade de Hemossedimentação) e PCR (Proteína C Reativa) fornecem informações sobre o grau de inflamação. Já o fator reumatoide (FR) e os anticorpos anti-CCP são fundamentais na detecção da artrite reumatoide, enquanto o FAN (Fator Antinuclear) e outros autoanticorpos específicos auxiliam no diagnóstico de lúpus, síndrome de Sjögren, esclerodermia e miosite.

A importância do diagnóstico precoce

O diagnóstico precoce das doenças reumáticas faz toda a diferença na qualidade de vida dos pacientes. Quando identificadas nas fases iniciais, essas doenças podem ser controladas com medicamentos, fisioterapia e mudanças de estilo de vida, reduzindo a dor, evitando deformidades e prevenindo a progressão da doença.

Por isso, ao perceber sintomas como dores articulares persistentes, fadiga inexplicável ou inchaço nas articulações, é essencial procurar um reumatologista e realizar os exames adequados.

As doenças reumáticas são complexas, multifatoriais e requerem uma abordagem diagnóstica minuciosa. A combinação de exames laboratoriais, métodos de imagem e avaliações clínicas permite ao reumatologista fazer um diagnóstico preciso e propor o melhor plano de tratamento.

Exames de imagem: visualizando o impacto das doenças reumáticas

Os exames de imagem complementam os laboratoriais e permitem observar as alterações nas articulações e tecidos. A radiografia (raio-X) é bastante utilizada em casos de osteoartrite e artrite reumatoide, pois evidencia erosões ósseas, redução do espaço articular e até desvios articulares. Já a ultrassonografia articular é eficaz para identificar sinovite, derrame articular e alterações em tendões e bursas.

Para análises mais detalhadas, a ressonância magnética (RM) é o exame mais sensível, detectando inflamações precoces em regiões profundas como a coluna vertebral e as articulações sacroilíacas, o que é crucial em doenças como a espondilite anquilosante. Em casos mais complexos, a tomografia computadorizada (TC) pode ser indicada, especialmente quando há lesões ósseas ou suspeita de comprometimento pulmonar.

Exames Laboratoriais: Primeiras Pistas Para o Diagnóstico

Os exames de sangue são essenciais para detectar inflamações, presença de autoanticorpos e alterações imunológicas típicas das doenças reumáticas. Veja abaixo os principais:

Hemograma Completo

O hemograma é um exame de rotina que fornece informações sobre glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas. Em casos de doenças reumáticas, pode indicar anemia, leucocitose (aumento dos glóbulos brancos) ou trombocitose (elevação das plaquetas), frequentemente associadas a processos inflamatórios crônicos.

VHS (Velocidade de Hemossedimentação)

Este exame mede a velocidade com que os glóbulos vermelhos se depositam no fundo de um tubo de ensaio. Quando a VHS está elevada, pode indicar inflamação no corpo, comum em casos de artrite reumatoide, lúpus e outras doenças autoimunes.

PCR (Proteína C Reativa)

A proteína C reativa é um marcador inflamatório produzido pelo fígado. Altos níveis de PCR sugerem inflamação ativa e podem ser utilizados tanto para diagnóstico quanto para monitoramento da resposta ao tratamento.

Fator Reumatoide (FR)

O Fator Reumatoide é um autoanticorpo presente em grande parte dos pacientes com artrite reumatoide. No entanto, também pode estar presente em outras doenças e até em pessoas saudáveis, especialmente idosos, por isso deve ser interpretado com cautela e em conjunto com outros exames.

Anticorpos Anti-CCP (Anti-peptídeo Cíclico Citrulinado)

Mais específico do que o fator reumatoide, o anti-CCP está fortemente associado à artrite reumatoide, mesmo nos estágios iniciais. Sua presença pode indicar um prognóstico mais agressivo da doença.

FAN (Fator Antinuclear)

O FAN é um dos exames mais importantes para diagnosticar doenças autoimunes, especialmente o lúpus eritematoso sistêmico. Um resultado positivo indica a presença de autoanticorpos que atacam o núcleo das células, sendo útil também na investigação de esclerodermia e dermatomiosite.

Exames específicos de autoanticorpos

Além do FAN, outros autoanticorpos são úteis na diferenciação de doenças reumáticas:

Exames de imagem para doenças reumáticas

As imagens médicas complementam os exames laboratoriais, permitindo observar alterações articulares e inflamações que não são visíveis em exames de sangue.

Radiografia (Raio-X)

Muito utilizada no diagnóstico de doenças articulares crônicas, como a osteoartrite e a artrite reumatoide, a radiografia pode mostrar:

É útil principalmente para acompanhar a evolução das doenças ao longo do tempo.

Ultrassonografia articular

A ultrassonografia é um exame não invasivo que permite visualizar tecidos moles ao redor das articulações, como tendões e bursas. É eficaz para detectar sinovite (inflamação da membrana sinovial), derrames articulares e erosões precoces.

Além disso, pode ser realizada com doppler colorido para identificar o grau de inflamação ativa nas articulações.

Ressonância Magnética (RM)

É o exame mais sensível para detectar inflamações precoces, principalmente em estruturas profundas como coluna vertebral e articulações sacroilíacas. É muito útil em casos de espondilite anquilosante, lúpus e artrite juvenil.

A ressonância magnética permite identificar alterações antes mesmo que sejam visíveis em radiografias, o que ajuda no diagnóstico precoce.

Tomografia Computadorizada (TC)

Menos usada que a ressonância para esse tipo de investigação, a tomografia pode ser solicitada em casos mais complexos, como lesões ósseas associadas a complicações reumáticas ou envolvimento pulmonar.

Exames complementares para aferir comprometimento sistêmico

Muitas doenças reumáticas vão além das articulações e podem atingir órgãos vitais. Nesses casos, exames complementares são necessários para avaliar a extensão do comprometimento. O exame de urina é usado para verificar a função renal, especialmente em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico, que frequentemente apresentam proteinúria ou sangue na urina.

Além disso, exames como o eletrocardiograma e o ecocardiograma ajudam a investigar complicações cardíacas, comuns no lúpus e na febre reumática. Já os testes de função pulmonar são fundamentais em doenças como a esclerodermia e a artrite reumatoide com comprometimento pulmonar, permitindo o monitoramento da respiração e o ajuste do tratamento.

Algumas doenças reumáticas afetam mais do que articulações. Nesses casos, outros exames são indicados para investigar possíveis danos em órgãos vitais.

  • Exames de urina  – Podem identificar comprometimento renal, comum em casos de lúpus sistêmico, por meio da presença de proteínas, cilindros ou sangue na urina.
  • Eletrocardiograma e ecocardiograma  – O lúpus e a febre reumática podem causar inflamação em estruturas cardíacas, como o pericárdio ou as válvulas. Por isso, exames do coração são úteis para avaliação completa do quadro clínico.
  • Testes de função pulmonar Em doenças como a esclerodermia ou a artrite reumatoide com comprometimento pulmonar, testes respiratórios ajudam a monitorar a função dos pulmões e definir o tratamento adequado.

A importância do diagnóstico precoce

As doenças reumáticas englobam um amplo conjunto de condições que afetam articulações, músculos, ligamentos e ossos, podendo comprometer também órgãos internos.

Embora sejam mais comuns em idosos, essas doenças também acometem adultos jovens e até crianças, impactando significativamente a qualidade de vida dos pacientes.

O diagnóstico precoce é fundamental para evitar danos irreversíveis e melhorar o prognóstico. No entanto, como os sintomas podem ser inespecíficos, como dor articular, fadiga e rigidez matinal,  a confirmação do diagnóstico depende de uma série de exames laboratoriais e de imagem.


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