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Doença inflamatória pélvica – sintomas, tratamento e principais exames

Doença inflamatória pélvica – sintomas, tratamento e principais exames
A doença inflamatória pélvica (DIP) é uma condição ginecológica grave que afeta milhões de mulheres em idade reprodutiva.

A Doença Inflamatória Pélvica – DIP trata-se de uma infecção que acomete o útero, as trompas de falópio e os ovários, podendo causar complicações sérias como infertilidade, dor crônica e gravidez ectópica.

Na maioria dos casos, a DIP é causada por infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como clamídia e gonorreia, que sobem pelo trato genital inferior até os órgãos reprodutivos internos.

Por isso, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para preservar a saúde da mulher.

Neste artigo, você vai conhecer os principais sintomas da doença inflamatória pélvica, entender como é feito o tratamento e quais são os exames mais importantes para o diagnóstico preciso da condição.

O que é a doença inflamatória pélvica?

A doença inflamatória pélvica é uma infecção ascendente do trato genital feminino que envolve os órgãos localizados na pelve, especialmente o útero (endométrio), as trompas (salpinges) e os ovários. Em casos mais graves, pode atingir a cavidade abdominal e causar peritonite.

A infecção geralmente começa na vagina ou no colo do útero e, quando não tratada adequadamente, progride para as estruturas mais internas.

A maioria dos casos está associada a bactérias transmitidas por via sexual, mas também pode ocorrer após procedimentos ginecológicos invasivos, como curetagem, inserção de Dispositivo Intra-Uterino – DIU ou parto.

A DIP é considerada uma urgência médica quando há sinais de infecção sistêmica, como febre alta, dor intensa ou presença de abscesso pélvico.

Sintomas da doença inflamatória pélvica

Os sintomas da doença inflamatória pélvica podem variar de leves a graves. Em alguns casos, a mulher pode não apresentar sinais aparentes, o que dificulta o diagnóstico precoce e aumenta o risco de complicações a longo prazo.

Principais sintomas clínicos

  • Dor na parte inferior do abdômen: É o sintoma mais comum, podendo ser constante ou aguda.
  • Corrimento vaginal anormal: Com odor forte, coloração amarelada ou esverdeada.
  • Febre e calafrios: Sugerem que a infecção está se espalhando.
  • Dor durante a relação sexual (dispareunia): Especialmente nas posições que envolvem penetração profunda.
  • Dor ao urinar ou defecar: Pode indicar que a infecção atingiu estruturas próximas.
  • Sangramento uterino fora do período menstrual: Inclusive após o ato sexual.

Sintomas silenciosos e risco de complicações

Até 60% dos casos de DIP podem ser assintomáticos ou apresentar sintomas muito leves, o que faz com que a doença passe despercebida por semanas ou meses. Isso aumenta o risco de complicações como:

Principais causas da DIP

A principal causa da doença inflamatória pélvica são infecções por bactérias sexualmente transmissíveis. A clamídia e a Neisseria gonorrhoeae (gonorreia) são responsáveis por cerca de 85% dos casos.

Outros fatores de risco incluem:

  • Múltiplos parceiros sexuais;
  • Relações sexuais sem preservativo;
  • Histórico anterior de DIP ou ISTs;
  • Uso recente de dispositivo intrauterino (DIU);
  • Realização de procedimentos ginecológicos invasivos.

Como é feito o diagnóstico da DIP?

O diagnóstico da doença inflamatória pélvica combina avaliação clínica, exames laboratoriais e exames de imagem. Não existe um teste único que confirme a DIP, por isso o conjunto de evidências é fundamental.

Avaliação clínica e ginecológica

Durante a consulta, o médico investiga o histórico de sintomas e realiza o exame físico pélvico. A presença de dor ao mobilizar o colo do útero, dor nas trompas ou sensibilidade uterina são sinais importantes para o diagnóstico.

Além disso, o ginecologista pode solicitar testes para ISTs e exames complementares, a depender da gravidade dos sintomas.

Principais exames laboratoriais

Exames de imagem

  • Ultrassonografia transvaginal: Ajuda a identificar inflamação nas trompas, acúmulo de líquido ou abscessos pélvicos.
  • Ressonância magnética: Indicada em casos duvidosos ou quando há suspeita de complicações graves.
  • Laparoscopia diagnóstica: Em alguns casos, é necessária para visualizar diretamente os órgãos internos e confirmar a DIP.

Tratamento da doença inflamatória pélvica

O tratamento da DIP deve ser iniciado o mais rapidamente possível, mesmo antes da confirmação dos exames ginecológicos, para evitar o avanço da infecção e preservar a fertilidade da mulher.

Antibióticos de amplo espectro

O tratamento é feito com uma combinação de antibióticos que atuam contra as bactérias mais comuns associadas à DIP. Os esquemas mais utilizados incluem:

  • Ceftriaxona + doxiciclina + metronidazol: Via oral ou intravenosa, dependendo da gravidade.
  • Clindamicina + gentamicina: Usado em infecções graves ou quando há abscesso.

O tratamento dura, em média, 14 dias, e o acompanhamento médico deve ser rigoroso.

Internação hospitalar

É recomendada nos seguintes casos:

  • Sintomas intensos ou quadro clínico grave;
  • Febre persistente após 48 horas de antibióticos orais;
  • Abscesso pélvico confirmado;
  • Impossibilidade de tratamento ambulatorial (ex: vômitos intensos).

Cirurgia em casos selecionados

Casos com abscesso de trompa ou ovário que não respondem ao tratamento clínico podem exigir drenagem cirúrgica, por laparoscopia ou laparotomia. Em situações muito graves, pode ser necessária a remoção parcial dos órgãos afetados.

Prevenção da doença inflamatória pélvica

A melhor forma de prevenir a DIP é adotar práticas seguras nas relações sexuais e manter um acompanhamento ginecológico regular. Entre as medidas preventivas, destacam-se:

  • Uso correto de preservativos em todas as relações.
  • Testes regulares para ISTs, principalmente para mulheres com múltiplos parceiros.
  • Tratamento rápido de infecções vaginais e cervicais.
  • Evitar duchas vaginais frequentes, que alteram a flora vaginal protetora.
  • Cuidados redobrados após procedimentos ginecológicos.

Quando procurar ajuda médica?

Toda mulher que apresentar dor pélvica persistente, corrimento anormal, febre ou sangramento irregular deve procurar um ginecologista imediatamente.

Quanto mais cedo a doença inflamatória pélvica for diagnosticada e tratada, menores são os riscos de sequelas.

É importante também que o (s) parceiro (s) sexual (is) sejam testados e tratados, mesmo que estejam assintomáticos, para evitar reinfecção.

A doença inflamatória pélvica é uma condição séria, mas que pode ser evitada e tratada com sucesso se identificada a tempo.

A conscientização sobre os sintomas, o uso de métodos de proteção nas relações sexuais e a realização de exames ginecológicos periódicos são fundamentais para a saúde reprodutiva da mulher.

Em caso de dúvidas ou sintomas suspeitos, procure orientação médica. O diagnóstico precoce pode fazer toda a diferença na preservação da fertilidade e na prevenção de complicações futuras.


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