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Vacina meningite: tudo o que você precisa saber sobre o imunizante

Vacina meningite: tudo o que você precisa saber sobre o imunizante
A vacina contra a meningite é uma das principais ferramentas de prevenção disponíveis, capaz de proteger crianças, adolescentes e adultos contra as principais cepas da doença.

A meningite é uma doença grave e potencialmente fatal, causada por diferentes agentes infecciosos, como bactérias, vírus e fungos.

A forma bacteriana, em especial, é considerada uma emergência médica devido à sua rápida progressão e alto índice de complicações.

Felizmente, a vacina contra a meningite é uma das principais ferramentas de prevenção disponíveis, capaz de proteger crianças, adolescentes e adultos contra as principais cepas da doença.

Neste artigo, você vai entender como funciona a vacina meningite, quais os tipos disponíveis no Brasil, quem deve se vacinar, o calendário de imunização, além de tirar dúvidas sobre reações adversas, segurança e eficácia do imunizante.

O que é a meningite e por que ela é tão perigosa?

A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal.

Pode ser causada por vírus, bactérias, fungos ou parasitas, mas é a forma bacteriana a mais grave de todas.

Entre as bactérias mais comuns, destacam-se o Neisseria meningitidis (meningococo), Streptococcus pneumoniae (pneumococo) e Haemophilus influenzae tipo B (Hib).

A doença pode evoluir rapidamente, provocando febre alta, rigidez na nuca, vômitos, confusão mental e, em casos mais severos, septicemia, coma e morte.

Mesmo com tratamento adequado, as sequelas podem incluir perda auditiva, dificuldades cognitivas e amputações. Por isso, a vacina meningite é essencial para reduzir a incidência e a gravidade da doença.

Tipos de vacina meningite disponíveis no Brasil

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) oferece diversas vacinas que protegem contra diferentes tipos de meningite. A escolha do imunizante depende da faixa etária, das condições clínicas e da exposição ao risco.

Vacina meningocócica C (conjugada)

A vacina meningocócica C protege contra o meningococo do sorogrupo C, um dos mais prevalentes no Brasil. Ela é aplicada em bebês a partir dos 3 meses de vida, com reforço aos 5 meses e um reforço final aos 12 meses.

Adolescentes entre 11 e 14 anos também recebem uma dose de reforço, para manter a imunidade durante a juventude, fase com maior risco de transmissão.

Vacina meningocócica ACWY (conjugada)

Essa vacina ACWY é mais abrangente e protege contra os sorogrupos A C W e Y do meningococo. Ela está disponível na rede privada e, desde 2020, também passou a ser oferecida pelo SUS para adolescentes de 11 a 14 anos.

A vacina meningocócica ACWY é recomendada para pessoas com doenças crônicas, imunossuprimidos e viajantes com destino a regiões endêmicas, como o continente africano e a Arábia Saudita.

Vacina pneumocócica 10-valente (conjugada)

A vacina pneumocócica 10-valente protege contra 10 sorotipos do Streptococcus pneumoniae, causador de meningite, otite, pneumonia e sepse. Faz parte do calendário infantil, com doses aos 2, 4 e 12 meses de idade.

Vacina Haemophilus influenzae tipo B (Hib)

Incluída na vacina pentavalente (que protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Hib), essa vacina é fundamental para prevenir a meningite causada pelo Haemophilus influenzae tipo B. Está disponível gratuitamente no SUS para crianças menores de 5 anos.

Quem deve tomar a vacina meningite?

A vacinação contra meningite é indicada em diferentes momentos da vida. A seguir, veja os principais grupos que devem receber o imunizante de acordo com o tipo de vacina:

Crianças

  • Vacina meningocócica C conjugada: 3 meses, 5 meses e 12 meses.
  • Vacina pneumocócica 10-valente: 2, 4 e 12 meses.
  • Vacina pentavalente (inclui Hib): 2, 4 e 6 meses, com reforço aos 15 meses.

Adolescentes

  • Vacina meningocócica ACWY: dose única entre 11 e 14 anos.
  • Reforço da meningocócica C, se necessário.

Adultos e grupos especiais

  • Pessoas com doenças crônicas (como diabetes, asma grave, insuficiência renal, HIV).
  • Transplantados, imunossuprimidos e portadores de esplenectomia.
  • Viajantes para áreas endêmicas ou em surtos.
  • Profissionais de saúde, militares e estudantes em intercâmbio
  • Gestantes: especialmente a meningocócica ACWY/C e a meningocócica B, que são inativadas e consideradas seguras para a gestante e o feto. .

Quando tomar a vacina meningite?

O calendário nacional de vacinação é o principal guia para a aplicação das vacinas contra meningite.

No entanto, situações especiais, como surtos ou viagens internacionais, podem exigir esquemas diferentes ou reforços adicionais.

Calendário de vacinação do SUS

  • Meningocócica C: 3, 5 e 12 meses; reforço na adolescência (11 a 14 anos).
  • Meningocócica ACWY: adolescentes de 11 a 14 anos.
  • Pneumocócica 10-valente: 2, 4 e 12 meses.
  • Pentavalente (inclui Hib): 2, 4, 6 e 15 meses.

Reforços e doses extras

Em alguns casos, principalmente em crianças com doenças imunológicas ou durante surtos, o médico pode indicar doses adicionais, reforços em outras idades ou substituir a meningocócica C pela ACWY.

Efeitos colaterais e reações adversas

A vacina meningite é segura, com perfil de eventos adversos leves e transitórios. As reações mais comuns incluem:

  • Dor e vermelhidão no local da aplicação.
  • Febre baixa.
  • Irritabilidade (em crianças).
  • Cansaço ou mal-estar.

Reações mais intensas, como febre alta ou alergia grave, são extremamente raras. Ainda assim, qualquer sintoma persistente deve ser comunicado ao profissional de saúde.

A vacina meningite é eficaz?

Sim, a vacina meningite apresenta alta eficácia na prevenção da doença. Após o esquema vacinal completo, a proteção contra as cepas incluídas nos imunizantes pode ultrapassar 90%. Além disso, a vacinação em larga escala reduz a circulação das bactérias, protegendo inclusive quem não foi vacinado (efeito rebanho).

Estudos apontam que a introdução da vacina meningocócica C no Brasil reduziu drasticamente os casos de meningite C em crianças e adolescentes. O mesmo ocorre em países que adotaram a vacina ACWY e a vacinação contra o pneumococo.

Onde tomar a vacina meningite?

A vacina meningite está disponível em:

  • Unidades básicas de saúde (UBS): gratuitamente, conforme o calendário do SUS.
  • Clínicas particulares: oferecem versões mais abrangentes, como a ACWY e a vacina meningocócica B.
  • Postos móveis de vacinação: durante campanhas específicas ou surtos regionais.

É importante manter a caderneta de vacinação atualizada e consultar um médico para avaliar a necessidade de reforços ou vacinas complementares.

Mitos e verdades sobre a vacina meningite

Apesar da ampla divulgação, ainda existem muitas dúvidas e fake news sobre a vacina meningite. Confira alguns mitos e verdades:

A vacina meningite pode causar meningite?

Mito. Nenhuma das vacinas utilizadas no Brasil contém bactérias vivas capazes de causar a doença. Elas utilizam fragmentos ou proteínas do agente infeccioso, sendo totalmente seguras.

Apenas crianças precisam se vacinar?

Mito. Adolescentes, adultos com doenças crônicas e até idosos podem se beneficiar da proteção contra meningite, dependendo da recomendação médica.

Quem já teve meningite precisa se vacinar?

Verdade. A infecção anterior não garante imunidade permanente, principalmente se for causada por outro tipo de agente. A vacinação pode proteger contra outros sorogrupos.

Vacinas privadas são melhores?

Parcialmente verdade. As vacinas da rede particular podem oferecer proteção ampliada, como a meningocócica ACWY e a vacina contra o meningococo B, mas as vacinas do SUS também são eficazes e seguras para os sorotipos mais comuns.

A vacina meningite salva vidas

A vacina meningite é uma das principais formas de proteção contra uma doença grave e muitas vezes fatal. Além de evitar internações, sequelas e óbitos, ela contribui para o controle de surtos e a proteção coletiva.

Manter o calendário vacinal atualizado, desde a infância até a adolescência, é fundamental para garantir uma imunização eficaz. Em caso de dúvidas, procure a unidade de saúde mais próxima ou fale com um médico.

Lembre-se: prevenir é sempre melhor do que tratar — e quando se trata de meningite, a prevenção pode ser a diferença entre a vida e a morte.

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